Patricia Franco

Joalharia_Jewelry

“desejada suspensão” de Maria João Patronilho

sesejada suspensão

“Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir. Sentir tudo de todas as maneiras.

Sentir tudo excessivamente,

Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas

E toda a realidade é um excesso, uma violência,

Uma alucinação extraordinariamente nítida

Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,

O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas

Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.

(…)”

Alvaro de Campos,

“Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir” , s.d.

literatura, poesia, letras, palavras cuidadosamente desenhadas, a sua visualização em acções separar, isolar, sobrepor, acrescentar, reunir, agrupar, invadir, violar os limites entre espaços sentir é o mote, viajar nesses sentimentos é a procura, a suspensão é o propósito

esta reflexão permitiu avançar espiritualmente para mais um projecto pictórico aqui a abstracção é fundamental, a poética da transferência, transposição, depois de afastamento os sentimentos resultam numa gestualidade espontânea. os registos pictóricos pertencem ao imaginário casuístico, pretendem ser uma ampliação da percepção, que se manifesta num aparente equilíbrio e de justa tensão. a contaminação de um pensamento plástico em que numa regularidade escondida, preside uma desordem e nascem furiosas as manchas.

Procuro a importante batalha de emoções, entre o silêncio e a exuberância, no limite da desejada suspensão

maria joao patronilho, maio2009

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